24
maio
2013
A Marca de Atena, lançado este mês pela editora Intrínseca, é o terceiro volume da série Os Heróis do Olimpo, continuação direta da saga Percy Jackson e os Olimpianos. Aqui, Rick Riordan mescla mitologia grega e romana, introduz novos personagens e revisita velhos conhecidos dos fãs de Percy Jackson.
Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy – após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.
Os problemas de Annabeth não param por aí – ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?
O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.
Confira A Marca de Atena aqui.
22
maio
2013
Dona de uma linguagem que seduz o leitor, Marie NDiaye foi agraciada com o prêmio Femina (em 2001, com Rosie Carpe), e o prêmio Goncourt 2009 (com Três mulheres fortes, lançamento da Cosac Naify), tornando-se a única escritora francesa a receber o Goncourt e o Femina em toda a história dos dois prêmios.
Três mulheres fortes é formado por três histórias que falam de mulheres que não se dobram. Apanhadas em situações de incerteza, sofrimento e derrota pessoal, elas resistem à aniquilação — cada uma à sua maneira.
Norah, advogada em Paris, volta à casa do pai, na África, e aprende a libertar-se dele; Fanta, a professora que deixa uma vida bem-sucedida em Dakar para acompanhar o marido francês e se tornar dependente dele, mostra-se mais forte que o marido a ponto de impedir que ele sucumba à depressão; e Khady, pobre viúva senegalesa banida pela família do marido, é capaz de resistir à privação mais absoluta.
Confira Três mulheres fortes aqui.
17
maio
2013
Lançamento da editora Suma de Letras, o livro Entre o Agora e o Nunca entrou para a lista dos mais vendidos em ficção do New York Times a partir do boca a boca gerado nas redes sociais. O romance foi escrito pela americana J. A. Redmerski, fã confessa de autores como Neil Gaiman, Anne Rice e J. K. Rowling.
Narrado em capítulos que alternam as vozes dos jovens protagonistas Camryn Bennett e Andrew Parrish, o romance é uma espécie de road trip, com pitada pop rock, que conta uma história de amor, sexo e celebração da liberdade.
Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos insatisfeita com a própria vida. Ela mora com a mãe e trabalha numa loja. Seu sonho de viajar pelo mundo com uma mochila nas costas parece cada vez mais distante. Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano, fato que a traumatizou. O pai abandonou a família e o irmão mais velho, Cole, está na prisão. A gota d’água é quando seu plano de morar com a melhor amiga, Natalie, vai por água abaixo após o namorado de Nat revelar que está apaixonado por Camryn.
Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, a jovem embarca para o estado de Idaho.
O que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. O personagem é um perfeito bad boy, músico de blues, belo e tatuado. Ele se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos.
Confira Entre o Agora e o Nunca aqui.
15
maio
2013
Recentemente lançado pela Companhia das Letras, a Nova antologia pessoal foi organizada pelo próprio Borges e publicada pela primeira vez em 1968. A coletânea reúne ensaios, poemas e prosa de ficção que o autor vinha publicando desde os anos 1930, entre os quais alguns de seus trabalhos mais célebres, como os contos A Intrusa e Tlön, Uqbar, Orbis Tertius e os poemas Everness e Junin. Traz também um conjunto de textos sobre literatura que atesta o brilhantismo de Borges como leitor e crítico literário.
Em sua vasta atividade crítica, a organização de inúmeras antologias teve papel decisivo. Por meio delas, com os achados e a seleção de sua alta inteligência, fecundou seu ambiente literário, abrindo-o para traduções inéditas. Suscitou o diálogo com textos raros, desconhecidos ou reinventados; renovou o repertório dos autores considerados clássicos.
Como antologista da própria obra, Borges não foi menos rigoroso. Tinha autocrítica severa com relação aos poemas da primeira juventude e vivia a reescrever os próprios textos. Esse trabalho pode ser visto na Antologia pessoal, originalmente de 1961, publicada pela Companhia das Letras na coleção Biblioteca Borges em 2008, e agora na Nova antologia pessoal.
Mais generosa que a primeira, a Nova antologia traz um volume maior de textos e assuntos. A perplexidade metafísica, a memória dos mortos que se perpetua nos poemas, as imagens cifradas de uma língua pretérita, a linguagem, a pátria, o destino paradoxal dos poetas – esses e vários outros temas são nela recorrentes.
A exemplo da anterior, esta antologia forma um caleidoscópio, em que pedacinhos de vidro recombináveis fantasiam as múltiplas faces da totalidade.
A Nova antologia pessoal de Borges pode ser adquirida aqui.
13
maio
2013
Em junho chega aos cinemas o filme Depois da Terra, dirigido por M. Night Shyamalan e estrelado por Jaden e Will Smith.
Depois da Terra – A fera perfeita é o livro que precede o longa-metragem e ambienta o leitor ao universo de Nova Prime, planeta no qual residem os seres humanos, mil anos após um cataclismo que tornou a Terra um lugar hostil.
O livro é escrito por Peter David, um dos mais respeitados autores no mercado de comic books, acompanhado dos antigos colegas Michael Jan Friedman e Robert Greenberger, também referências de peso na área de comics. Aqui, os autores contam como a humanidade se deparou com seu maior inimigo, e como os antepassados dos heróis de Depois da Terra aprenderam a enfrentá-los.
Expulsos da Terra pela poluição e o esgotamento dos recursos naturais, os últimos humanos colonizaram e prosperaram em Nova Prime, um planeta remoto. Algumas décadas depois, são surpreendidos por ataques brutais das naves dos Skrel – raça alienígena que considera o planeta um local sagrado –, mas graças ao Corpo de Guardiões, eficiente organização militar de defesa, derrotam os agressores.
Após 400 anos de paz, alguns habitantes influentes de Nova Prime começam a questionar a necessidade do Corpo de Guardiões. O Primus, líder espiritual da nova sociedade, se junta a um jornalista ambicioso numa campanha pelo fim da força militar. A alta cúpula dos Guardiões está prestes a fazer concessões aos críticos, quando o desastre acontece: naves estelares dos Skrel conseguem penetrar as defesas orbitais e depositam sua carga – mais de trinta Ursas, monstros criados em laboratório para matar e destruir.
Compre o livro e ganhe um ingresso para o filme aqui.
10
maio
2013
O dia das mães está cada vez mais perto, por isso, segue mais uma dica de um bom livro para dar de presente: Petit Larousse da História da Arte.
Petit Larousse da História da Arte leva o leitor a conhecer os grandes períodos, os principais estilos e correntes estéticas e os artistas mais marcantes de obras-primas da pintura, da escultura e da arquitetura. Ele reproduz as maiores e mais conhecidas obras, valorizando-as por uma análise sintética, ritmada por comentários de renomados historiadores da arte e pontuadas por surpreendentes comentários dos artistas sobre suas criações. Ainda, este livro traz um relato apaixonante, que coloca cada criação em seu contexto histórico e mostra que a história da arte é indissociável das grandes descobertas e das mudanças vividas pela sociedade.
Com inúmeras ilustrações, riquíssimas em detalhes, esta obra aprimora o julgamento estético do leitor, fazendo valer a máxima expressa por Marcel Duchamp: É o observador que faz o quadro.
Esta edição em capa dura com sobrecapa contém reproduções das maiores obras de arte da história, e é voltada tanto para quem deseja adquirir uma cultura geral quanto para quem procura uma obra de referência.
Se sua mãe gosta de arte, não deixe de conferir Petit Larousse da História da Arte, entre muitos outros bons livros na nossa seleção especial de dia das mães aqui.
6
maio
2013
Com o Dia das Mães se aproximando, montamos uma seleção especial com sugestões de livros variados, para presentear todo tipo de mãe. Dentre eles, destacamos hoje a Enciclopédia do Vinho, de Hugh Johnson, publicado pela editora Senac.
Tour abrangente pelos países produtores de vinho e seus principais vinicultores, a enciclopédia combina informações detalhadas com conselhos práticos sobre como aproveitar o máximo dessa bebida.
Classificando cada produtor segundo sua qualidade, esta obra começa com uma análise do vinho e de como ele é feito e armazenado (do vinhedo para a vinícola, até chegar às adegas). Analisa as principais variedades de uva, os estilos e quais são os efeitos do solo e do clima sobre as características da bebida. Contém glossário, mapas e imagens de cada região do planeta.
Se sua mãe gosta de um bom vinho, não deixe de conferir a Enciclopédia do Vinho, entre as outras muitas sugestões, aqui.
24
abril
2013
Até amanhã (25/4), estamos com 150 títulos da Companhia das Letras com 50% de desconto. Um dos muitos bons livros dessa seleção é Claraboia, de José Saramago, sugerido para este post pela Janaina Cambur Benvenuti via nossa página no Facebook.
Primavera de 1952. Um prédio de seis apartamentos numa rua modesta de Lisboa é o cenário principal das histórias simultâneas que compõem este romance da juventude de José Saramago. Os dramas cotidianos dos moradores – donas de casa, funcionários remediados, trabalhadores manuais – tecem uma trama multifacetada, repleta de elementos do consagrado estilo da maturidade do escritor, em especial a maestria dos diálogos e o poder de observação psicológica.
As janelas, paredes e corredores do velho edifício lisboeta são testemunhas privilegiadas das pequenas tragédias e comédias representadas pelos personagens. As peripécias de Lídia, uma bela mulher sustentada pelo amante misterioso, e Abel, um jovem à procura de um sentido para a vida, se contrapõem ao árduo cotidiano dos outros moradores. As narrativas paralelas do livro são organizadas segundo as divisões internas do prédio, do térreo ao segundo andar.
O romance, encaminhado para publicação a uma editora lisboeta em 1953, ainda relativamente no começo de sua carreira, por intermédio de um amigo jornalista, acabaria esquecido no fundo de uma gaveta. O original nunca foi devolvido ao seu autor, que também não recebera resposta alguma. Na década de 1980, o já consagrado José Saramago era contatado pela mesma editora para publicar Claraboia. A mágoa pela falta de resposta na juventude levou-o a declarar que não desejaria ver o romance editado em vida, deixando para seus herdeiros a decisão sobre o que fazer com o livro, tornando-o, apesar de uma de suas primeiras obras, uma edição póstuma.
Confira Claraboia aqui.
Outros títulos de Saramago selecionados para a promoção de 50% de desconto são Caim, O Silêncio da Água, e a caixa especial com 05 volumes contendo os livros A Viagem do Elefante, A Jangada de Pedra, História do Cerco de Lisboa, Ensaio Sobre a Lucidez, e A Caverna.
Confira nossa seleção especial Companhia das Letras com 50% de desconto aqui.
19
abril
2013
O Amor Acaba, recentemente publicado pela Companhia das Letras, reúne contos e crônicas do mineiro Paulo Mendes Campos.
Na literatura de Paulo Mendes Campos, a prosa encontra a poesia em sua busca frenética pelo instante precioso, pela frase iluminadora e pela cena que define o seu supremo amor pela vida – e seu ódio ao tédio. O mineiro de Belo Horizonte radicado no Rio de Janeiro não economiza em seu louvor à beleza e em seu ataque à chatice, ao lugar-comum, ao conservadorismo paralisante. Como diz em Anatomia do tédio: “Este talvez seja em nossos dias a poluição do espírito, a poluição global. Nessa cultura estercada é que a torpeza espiritual do homem produz a flor plástica do tédio, embora seja imperativo de verdade reconhecer que suas florações mais visíveis e típicas não ocorram nas favelas e vilas operárias; nos balcões mais altos da sociedade é que vamos encontrar o que um rico poeta americano chamou o enfado celestial dos apartamentos”.
Usando a técnica enumerativa – em que o sujeito X é coalhado de adjetivos Y -, em Da arte de ser infeliz o autor estabelece o primado do homem medíocre: “Sua psicologia: todo homem tem seu preço. Sua economia: poupar os tostões. Sociologia: o povo não sabe o que quer. Filosofia: o seguro morreu de velho. O homem perfeitamente infeliz ama os seus de um amor incômodo ou francamente insuportável”, ensina.
Mas nem tudo, ou melhor, quase nada é rancor nesta escrita ligeira, clara e sem nada de solene. Contraditoriamente ao título, em O Amor Acaba Paulo Mendes Campos demonstra como o lirismo pode começar em qualquer lugar – basta ter olhos para ver a beleza em um bar, em um decote, em um andar, na forma como se desperta em um domingo.
Confira O Amor Acaba aqui.
17
abril
2013
A Cosac Naify acaba de lançar Lanterna Mágica, a autobiografia do aclamado cineasta Ingmar Bergman.
Autobiografia do renomado cineasta sueco Ingmar Bergman, Lanterna mágica é um livro instigante e arrebatador. Entre as passagens mais interessantes, a conturbada relação de Bergman com seu pai, um pastor protestante, e o momento decisivo em que descobriu a magia redentora do cinematógrafo, instrumento capaz de transformar um mentiroso num grande artista.
A obra apresenta poucos detalhes sobre os filmes realizados e concentra-se nos pormenores da infância e formação no teatro. No entanto, em todo o livro, a voz do narrador se mantém inconfundível: o tom ácido e sarcástico, característico de Ingmar Bergman.
Confira Lanterna Mágica aqui.









